Pela primeira vez em sua história, o Nubank conseguiu captar recursos a partir de investidores brasileiros, levantando R$ 250 milhões via um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) para financiamento de recebíveis. O acordo é considerado o maior já feito por um cartão de crédito tradicional no Brasil e a maior securitização de uma fintech na América Latina.

Para Gabriel Silva, CFO do Nubank, foi um passo importante para diversificar as fontes de financiamento da fintech. “Já contamos com o apoio de importantes fundos internacionais, e estamos animados em também acessar o mercado da dívida local.” Gabriel também disse que a demanda de investidores superou a oferta em duas vezes, reduzindo o custo de captação do investimento. O fundo de recebíveis local foi estruturado pela XP Investimentos e será usado para financiar a linha de crédito rotativo do cartão do Nubank.

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David Veléz, co-fundador do NubankDavid Vélez (na foto à esquerda), diretor executivo e co-fundador da empresa, disse em entrevista à Exame que, com esse investimento, o Nubank passará a captar recursos no mercado local de forma mais frequente. “O custo de captar localmente tende a ser menor para nós pela ausência do custo de hedge.”

Como noticiado anteriormente pelo Conexão Fintech, o Nubank aumentou em agosto deste ano sua linha de crédito para R$ 455 milhões, somando mais um investimento a sua já longa lista de aportes. O Nubank é a fintech brasileira que mais recebeu investimentos até o momento, totalizados em quase US$ 450 milhões.

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