O mercado brasileiro tem mostrado um forte movimento interno de aquisição e fusão de startups fintechs (M&A – Mergers and Acquisitions). Até o momento foram 9 negociações, que ultrapassaram R$ 240 milhões. De acordo com o monitoramento do Conexão Fintech, a tendência é que cada vez mais startups financeiras se unam para garantir mais sinergia operacional, melhorar a economia de custos e ganhar escala. Nos últimos dois anos, o número de aquisições e fusões têm aumentado e o interesse do capital estrangeiro em fintechs brasileiras se mostra cada vez maior.

Enquanto isso, os bancos ainda estão estudando o mercado e analisando como aproveitar a onda das fintechs com investimentos e aquisições. Nesse quesito, a compra da ContaSuper pelo Santander Brasil, no início de 2016, ainda é isolado nesse mercado, mas que pode se tornar a aposta de outros bancos no futuro.

Confira os M&As de Fintech que movimentaram o setor no Brasil até o momento:

PagSeguro compra Biva

Biva, fintech de empréstimos para pessoas físicas e microempresas, foi comprada pela PagSeguro, empresa de meios de pagamento do grupo UOL, por mais de R$ 11 milhões, segundo foi noticiado pela Reuters em dezembro de 2017. A PagSeguro e a Biva não se manifestaram sobre o assunto.

Vindi compra AceitaFácil e FastNotas e se funde com a Smartbill

Em novembro de2016, a Vindi, uma plataforma de pagamentos online e cobrança recorrente, adquiriu a AceitaFácil, fintech de gestão de recebimentos e pagamentos, por R$ 500 mil. E, em fevereiro de 2017, a Vindi adquiriu a FastNotas por um valor não declarado e, em junho do mesmo ano, concretizou a fusão com a Smartbill, fintech de controle de serviços e assinaturas. Agora contamos no Brasil com um supergrupo de fintechs de cobrança e Saas composto por VindiSmartbillFastNotasAceitaFácil.

Fusão entre fintechs Câmbio Store e Bidollar

Em julho de 2017, as fintechs de câmbio Câmbio Store e Bidollar se fundiram para se tornar a maior plataforma de comparação de moeda online do Brasil. Com a fusão, as startups também querem consolidar a liderança no segmento end-to-end, isto é, quando toda a transação é feita dentro do próprio site. O grupo funcionará sob o nome de Câmbio Store e esperam movimentar R$ 1 bilhão até o fim de 2018.

ContaSuper é adquirida pelo Santander Brasil

Em março de 2016, o Santander Brasil adquiriu a ContaSuper, fintech de cartões pré-pagos com atendimento totalmente digital, por R$ 150 milhões. A aquisição foi feita com um primeiro pagamento de R$ 31 milhões em 2015 e outro de R$ 119 milhões em 2016. Com a incorporação da fintech, o Santander passou a explorar melhor o mercado digital e absorver clientes antes desbancarizados pela facilidade do serviço digital e personalizado da ContaSuper.

Moip é adquirida pela “papa” fintech alemã Wirecard

Em fevereiro de 2016, a Wirecard, empresa alemã de meios de pagamentos, a Moip, fintech de solução de pagamentos multicanal, por € 23,5 milhões (US$ 26 milhões). A Wirecard já contabilizou 7 aquisições desde 2014, entre elas há empresas da Nova Zelândia, Índia e também da África do Sul.

ZeroPaper é adquirida pela norte-americana Intuit

Em sua primeira aquisição no Brasil, a Intuit, empresa californiana de soluções em gestão financeira, comprou a Zero Paper, um gerenciador financeiro empresarial, por um valor não informado, em janeiro de 2015. Com o investimento, a Intuit fez um movimento importante para explorar pequenos negócios e também empresas mais estabelecidas com necessidades de soluções robustas em contabilidade. A Intuit soma em seu histórico 17 aquisições de empresas de costa a costa nos Estados Unidos e também no Reino Unido.

Creditas (ex-BankFácil) adquire Grana Aqui

Creditas, fintech de empréstimos brasileira, adquiriu a Grana Aqui, fintech de produtos de crédito, por um valor não informado, em outubro de 2013.

O movimento de investimentos também está partindo de grandes bancos que estão vendo a necessidade da revolução nesse mercado. No início de 2017, o Bradesco fez dois investimentos importantes em startups que não são fintechs. Um dos investimentos foi na Rede Frete Fácil, uma startup de logística colaborativa, e o outro na Semantix, que oferta treinamento, consultoria, desenvolvimento, sustentação, suporte e revenda de soluções de parceiros como Dell, Cloudera e Datastax, além de também oferecer produtos próprios.

Veja a lista de investimentos realizados em fintechs em 2017

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